Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Bradesco está de olho na Porto Seguro

Segue comentário de um analista que o blog acaba de receber:

"É pessoal,

O Bradescão está de olho numa parceria com a nossa Porto Seguro. Não há muitos detalhes do que pretendem, mas parece que o controle da Porto seria mantido com os atuais acionistas.

Algumas possibilidades:

Bradesco comprar a Porto Seguro

Isso seria muito improvável. A Porto Seguro tem resultados comerciais excelentes, numa eventual baixa de sinistralidade, poderá retomar patamares superiores a R$ 400 milhões de LL, algo como R$ 1,90 - R$ 2,00 por ação. Isso significa que o Bradesco teria que pagar um prêmio forte pela Porto, com base no preço atual, o que elevaria o preço para mais de R$ 20,00 por ação.

Ainda assim, eu duvido que a família controladora venda.

É claro que, se houver algo de podre no reino, que não saibamos, a coisa muda de figura. Mas não parece. Seguradoras são muito fiscalizadas. A fama da Porto é, possivelmente, de ser a melhor do ramo.

Mas, nunca se sabe.

Não acredito em venda por menos de R$ 7,5 bilhões, o que implicaria em algo como R$ 28,00 por ação.

Ah... A Porto tem tag along de 100%. O que for acertado para os controladores, virá para os minoritários.

A partir de R$ 22,00 já podemos considerar a venda.

Porto fazer união operacional com Bradesco


Possível, mas não provável. Talvez seja uma forma de reduzir custos relacionados à forte concorrência. Vocês viram a briga com a Unibanco Seguros. Aquele carrinho dizendo que só tinha desconto para ficar "parado", em alusão aos descontos para estacionamento. O carrinho não deve ser de São Paulo nem do RJ...
Acho estranho.

Porto vender uma parte da operação

Possível e até provável. A Porto tem excelentes operações de seguros de vida, previdência, consórcios etc., pode ser uma boa vender para o Bradesco. Pode ser bom para o Bradesco também.

A Porto comprar a Bradesco Seguros ou fazer uma joint com controle compartilhado.
KKKKKK.

Acho impraticável. O que tem salvado o resultado do Bradesco é a área de seguros. Muito, muito improvável.

Fiquemos atentos. A não ser que haja algum 'esqueleto' no armário, parece-me que é fogo de palha."

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

O Mercado de Ações em 25 episódios

O gerente geral do Instituto Nacional de Investidores, Paulo Portinho, lança "O Mercado de Ações em 25 episódios", nesta quinta, na Andima, no Rio de Janeiro. Às 18h ele fará uma palestra sobre gestão de carteiras que será seguida de um coquetel. A Andima fica na Rua Uruguaiana, 10/ 24 andar. Mais informaçõesno telefone (21) 3814-3966.

Malan fala hoje no 11º Encontro Nacional de RI

Pedro Malan, membro do Conselho Curador da International Accounting Standards Committe Foundationt, realiza hoje, dia 23 de junho de 2009, a palestra de encerramento da 11ª edição do Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais: “Temas Centrais do Processo de Convergência para um Padrão Global de Demonstrações Financeiras”, das 12h30 às 13h15 horas. Ele já havia falado sobre o assunto à Revista RI, que trouxe uma foto do ex-ministro na capa de sua última edição.

A migração para um princípio contábil único denominado IFRS (International Financial Reporting Standards) fruto da Lei 11.638 - aprovada em dezembro de 2007 - exigirá ainda mais empenho do profissional de Relações com Investidores. Os RI’s devem estar atentos às novas exigências desse cenário e também mudando de patamar com relação a suas habilidades, competências, responsabilidades, capacidade de julgamento.
O 11º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais é promovido pela ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas) e IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), acontece nos dias 22 e 23 de junho de 2009, no Sheraton São Paulo WTC Hotel, em São Paulo (SP). O tema desta edição é: “Mercado de Capitais no Brasil e no Mundo no atual cenário econômico”,

Para mais informações, clique aqui.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Os 30 anos da Apimec Sul

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

A América Latina por Michael Reid, editor da Economist

Segue entrevista do Centro Knight de Jornalismo, da Universidade do Texas, com Michael Reid, editor da revista Economist. O livro citado, "O Continente Esquecido", foi resenhado na edição do primeiro trimestre de 2008 da Revista Apimec, por nossa então correspondente em Londres, Lucianne Carneiro.

“Nenhuma notícia é boa notícia”, escrevia dois anos atrás no livro O Continente Esquecido – A Batalha pela Alma Latino-americana o jornalista e editor para as Américas da revista britânica Economist, Michael Reid. Recentemente, Reid coordenou o time de correspondentes na região para a publicação de reportagem de capa sobre a guerra do tráfico de drogas. Estaria a situação pior na América Latina dos dias de hoje? “Acho que está perto de ser uma preocupação”, disse.

Mas o crime organizado não é o único problema em potencial enfrentado pela América Latina, na opinião do editor da Economist. “O que temos visto na Venezuela -- a maneira como alguns líderes da oposição foram ilegalmente detidos -- e o movimento em direção à abolição dos limites de mandatos presidenciais, feito por Hugo Chávez e desejado por Álvaro Uribe, são grandes baques na qualidade da democracia.” (Leia post do Centro Knight sobre outra reportagem da Economist que discute o problemático relacionamento dos Kirchners com a mídia argentina.)

Reid foi correspondente no Brasil, México e Peru por 25 anos, com passagens pela BBC e Guardian antes de integrar a equipe da Economist. O Centro Knight conversou com Reid sobre América Latina, democracia e jornalismo.

O desafio na Economist, explicou, “é prover uma análise rigorosa numa linguagem que os não-acadêmicos possam entender.” Na tentativa de evitar vícios da imprensa britânica que “raramente vai além dos estereótipos” da América Latina, a agenda de notícias da revista passa pelos temas da estabilidade econômica, democracia, meio ambiente e segurança pública. “Obviamente, uma vez que (Hugo) Chávez vê como parte de seu trabalho fornecer notícias, é frequentemente muito difícil ignorá-lo.”

Leia abaixo a entrevista completa, por Juliana Lima:


Knight Center (KC): Você escreveu no seu livro que "Nenhuma notícia é boa notícia", com relação ao “abandono” da América Latina pelo resto do mundo. Recentemente, a Economist dedicou matéria de capa sobre a guerra do tráfico de drogas no México. Estão as coisas piorando na América Latina?

Michael Reid (MR): Eu acho que está perto de ser uma preocupação. Vinte cinco anos atrás, a violência relacionada com o crime organizado era muito mais localizada nos países andinos. Ao longo desses últimos vinte e cinco anos, o comércio de drogas se espalhou por toda a região, de Tijuana ao Rio de Janeiro. A situação é particularmente séria no México. O crime organizado no México era muito menor e menos poderoso, o que expõe uma certa fraqueza do Estado mexicano. A outra e maior nuvem no horizonte é obviamente a recessão mundial. Claramente, este e o próximo ano serão difíceis para a região.

KC: Qual é o critério da Economist para escolher as histórias que serão publicadas todas as semanas? Vocês têm a preocupação de fugir dos estereótipos e clichês?

MR: Na Economist, tentamos encontrar um equilíbrio entre importantes e novas histórias a cada semana. Tentamos dar aos leitores de outras partes do mundo um aperitivo da região. Mas o tema central na última década tem sido o esforço para alcançar estabilidade econômica e crescimento, o que é uma história contínua, e o esforço paralelo de fazer a democracia funcionar efetivamente, num contexto de profunda desigualdade e pobreza. Junto a isso, eu diria os temas da segurança pública e do crime organizado, além dos problemas relacionados ao meio ambiente. Obviamente, uma vez que (Hugo) Chávez vê como parte de seu trabalho fornecer notícias, é frequentemente muito difícil ignorá-lo.

KC: Você acha que a mídia britânica utiliza diferentes critérios para a seleção de notícias na América Latina daqueles empregados pela imprensa dos Estados Unidos?

MR: Eu acho que a mídia britânica, com algumas exceções, como o Financial Times e a Economist, tem menos conhecimento e interesse na América Latina do que a imprensa dos Estados Unidos. A cobertura é limitada e mostra um foco quase obsessivo em Cuba e Che Guevara. A mídia britânica raramente vai além dos estereótipos da desigualdade e da pobreza na cobertura que faz da região.

KC: O estilo da Economist flerta muito com a academia. Você acha que o futuro do bom jornalismo está na especialização de seus profissionais?

MR: Eu acho que é um caminho. Comparado a muitos outros jornalistas, nós provavelmente passamos mais tempo conversando com acadêmicos e lendo o que eles escrevem. Uma coisa que tentamos fazer é prover uma análise rigorosa numa linguagem que os não-acadêmicos possam entender. Mas eu acho que outras formas de jornalismo podem ter sucesso. Nós temos um tipo de método combinado a um compromisso de cobrir o mundo como um todo. Há um mercado para isso e nós temos sido capazes de crescer como publicação, enquanto outras publicações têm tido problemas.

KC: A América Latina passou por mudanças drásticas desde 1970, quando quase todos os países eram ditaduras. Hoje, com a exceção de Cuba, cada país desenvolveu o seu sistema democrático. Como você avalia a democracia na América Latina atualmente?

MR: Obviamente, (os governos democráticos) variam em qualidade e eficácia. O importante é que os governos democráticos têm se saído muito bem na região, apesar de algumas dificuldades em termos de fracos partidos políticos, apesar da extrema desigualdade social e apesar de uma relativa ineficiência da lei. Mas em alguns países a democracia está claramente ameaçada. O que temos visto na Venezuela -- a maneira como alguns líderes da oposição foram ilegalmente detidos -- e o movimento em direção à abolição dos limites de mandatos presidenciais, feito por Hugo Chávez e desejado por Álvaro Uribe, são grandes baques na qualidade da democracia. Eu realmente acho que é uma ameaça à democracia se você tem presidentes ficando no poder por um período muito longo.

KC: Como os governos da América Latina têm lidado, por exemplo, com os direitos de liberdade de expressão e de acesso à informação?

MR: Na maioria dos países você tem atualmente um considerável nível de liberdade de imprensa e liberdade de informação, que funciona com muitas variações, mas pode ser considerado um grande avanço comparado ao passado da região. Eu acho que existem preocupações em alguns países, particularmente relacionadas à propriedade de canais de televisão, concentrada nas mãos de governos ou em mãos ligadas a governos ou em mãos de políticos locais. Esse é o caso do Brasil, por exemplo, de algumas partes do Brasil. A outra ameaça é, claro, a ameaça à dignidade física, a ameaça à segurança de jornalistas pelo crime organizado.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

BM&FBOVESPA sedia evento para debater as tendências do setor Imobiliário

Realizado em parceria com a Apimec- SP, Painel do Setor Imobiliário ocorre na Bolsa nos dias 8 e 9 de junho


A BM&FBOVESPA convida a imprensa para participar do Painel do Setor Imobiliário, evento que discutirá as principais tendências do setor e suas relações com o mercado de capitais. O diretor de Desenvolvimento e Fomento de Negócios da Bolsa, Paulo de Sousa Oliveira Junior e o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais – Apimec-SP, Reginaldo Ferreira Alexandre, abrirão os trabalhos na segunda-feira, 8 de junho.

O evento será dividido em quatro painéis que abordarão os seguintes temas: visão macroeconômica e setorial; visão dos agentes do setor imobiliário; fundos de investimento; visão dos distribuidores e dos investidores em produtos imobiliários. Cada painel terá duração aproximada de 1h30.

Os painéis terão as participações de representantes do Secovi SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), Fundação CESP, Bradesco BBI - Banco de Investimento, Caixa Econômica Federal, Rodobens Negócios Imobiliários, MRV Engenharia e Rio Bravo Investimentos, entre outros.

Favor confirmar presença pelo email imprensa@bmfbovespa.com.br.

Confira a programação do evento (sujeito a alterações):

Data: 8 e 9 de junho (segunda e terça-feira)
Horário: das 8h30 às 13 horas
Local: BM&FBOVESPA – Auditório Abelardo
Endereço: Rua XV de Novembro, 575 – 1º andar – Centro – São Paulo – SP

Programação do Painel do Setor Imobiliário

08 de junho – segunda-feira

8h30 - Credenciamento
8h50 - Abertura
Reginaldo Ferreira Alexandre – Presidente da APIMEC SP
Paulo de Sousa Oliveira Júnior - Diretor Executivo de
Desenvolvimento e Fomento de Negócios - BM&FBOVESPA

Painel 1
Visão Macroeconômica e Setorial
9h00 às 9h30 – “Setor de Construção Civil – Mercado Brasileiro”
João Crestana – Presidente – SECOVI SP
9h30 às 10h00 – “Cenário Macro e evolução recente do setor Imobiliário”
Amaryllis Romano – Tendências Consultoria Integrada
10h00 às 10h30 – “Medidas de incentivo ao Mercado Imobiliário”
Válter Nunes – Superintendente Regional Paulista - Caixa Econômica Federal
10h30 às10h50 - DEBATES
10h50 às 11h05 –COFFEE-BREAK

Painel 2
Visão dos Agentes do Setor Imobiliário
11h05 às 11h35 - “IFRS no balanço das empresas do setor”
Giuseppe Masi – Sócio - KPMG
Ederson Carvalho – Diretor - KPMG
11h35 às 12h00 - “RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A.”
Eduardo Gorayeb – Diretor Presidente
12h00 às 12h25 – “MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A.”
Leonardo Guimarães Corrêa – Vice Presidente Executivo
de Relações com Investidores e Financeiro
12h00 às 13h00 – DEBATES

09/junho – terça-feira
8h50 – Credenciamento

Painel 3
Fundos de Investimentos Imobiliários
9h00 às 9h45 – Rodrigo Machado - Brazilian Mortgages
9h45 às 10h30 – Martim Fass - Rio Bravo
10h30 às 11h00 - DEBATES
11h00 às 11h15 – COFFEE-BREAK

Painel 4
Visão do Distribuidor e do Investidor em Produtos
Imobiliários
11h15 às 11h45– “Mercado de Capitais como meio de distribuição
de produtos estruturados”
João Carlos Zani – Diretor de Renda Fixa – Bradesco BBI
11h45 às 12h15 – “Investidor Institucional e os Produtos
Imobiliários”
Francisco Fabrini de Augustinis – Gerente Executivo de
Investimento Imobiliário – Fundação CESP
12h15 às 12h35 – DEBATES

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Presidente da Petrobras participa do Roda Viva

José Sérgio Gabrielli será entrevistado nesta segunda-feira (8/6), com transmissão pela web, ao vivo, a partir das 18h30

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, estará no Roda Viva nesta segunda-feira (8/6). Com apresentação de Heródoto Barbeiro, a entrevista será transmitida ao vivo na IPTVCultura – www.iptvcultura.com.br -, canal exclusivo da Cultura para exibição na web, a partir das 18h30, e exibida pela TV Cultura, às 22h10, sem qualquer corte ou edição.

Durante o programa, Gabrielli será perguntado sobre a CPI da Petrobras, as denúncias de irregularidades que pairam sobre a estatal, o crescimento da empresa em todo o mundo, a exploração do pré-sal, energias alternativas, entre outras.

Mais interatividade

A entrevista do Roda Viva será transmitida, ao vivo, às 18h30, mas já a partir das 17h30 o público pode conferir os preparativos para sua entrada no ar pela IPTVCultura. No endereço, o internauta conta com três diferentes olhares: o da câmera com a cobertura dos bastidores, que registra desde a chegada dos convidados à emissora, a realização de entrevistas nos intervalos e no final da atração; o da principal, que se divide entre o entrevistado e os sabatinadores, e o da câmera que acompanha o trabalho do chargista Paulo Caruso

O internauta pode enviar, em tempo real (e também antecipadamente pelo site do programa – www.tvcultura.com.br/rodaviva), comentários, opiniões e perguntas para o entrevistado. Além de participar de bate-papo, acompanhar as discussões via Twítter, e visualizar extenso conteúdo multimídia, contextualizando o tema abordado.

National Geographic